O deputado Tenente Coimbra (PL-SP) propôs na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei (278/2025) que visa proibir a reserva de vagas para candidatos transexuais, travestis, intersexuais e não binĂĄrios em concursos pĂșblicos e universidades estaduais.
Coimbra argumenta que a proposta não Ă© um ataque à comunidade LGBTQIA+, mas sim uma medida para garantir a igualdade de condições nos processos seletivos, assegurando que todos os candidatos sejam avaliados por seus mĂ©ritos e competĂȘncias.
O projeto de lei tem como base a Constituição Federal de 1988, que estabelece a educação como um direito fundamental de todos os cidadãos, pautada na equidade e no mĂ©rito, sem distinções.
A proposta surge em um contexto onde universidades como a Unicamp tĂȘm adotado cotas para candidatos transexuais, travestis, intersexuais e não binĂĄrios, o que, segundo o deputado, distorce o processo de seleção e o acesso aos direitos universais.
"Isso estĂĄ errado, ao meu ver, pois deixa a concorrĂȘncia desleal. Portanto, estou apresentando este projeto de lei, que tem a finalidade de garantir que os processos seletivos de instituições de ensino superior e de concursos pĂșblicos sejam balizados por mĂ©rito, por competĂȘncia e por capacidade individual. Ă preciso assegurar a igualdade de tratamento para todos os candidatos." disse Tenente Coimbra.
O deputado defende que os concursos pĂșblicos e vestibulares devem avaliar os candidatos com base no conhecimento necessĂĄrio para a função ou ingresso na rede de ensino, sem considerar elementos subjetivos como gĂȘnero ou orientação sexual.
O texto 278/2025 prevĂȘ mecanismos para garantir a igualdade de oportunidades, combater a discriminação e implementar polĂticas pĂșblicas voltadas à inclusão social, sem recorrer a cotas.
"Ă fundamental a promoção da inclusão social, só que sem recorrer a cotas que, ao meu juĂzo, são discriminatórias. Nossa proposta visa, portanto, assegurar que os processos seletivos de universidades e de concursos pĂșblicos sejam conduzidos de maneira justa, meritocrĂĄtica e transparente. Não estamos, cabe frisar, ofendendo ou indo contra a comunidade LGBTQIA+, mas não podemos favorecer um grupo em detrimento de outro - não Ă© o que prevĂȘ a Constituição Federal." afirmou Coimbra.
Após ser protocolado, o projeto de lei seguirĂĄ para anĂĄlise nas Comissões TemĂĄticas da Alesp e, se necessĂĄrio, serĂĄ votado em PlenĂĄrio. Resta saber se os parlamentares da casa, muitos aliados do governo Lula e da esquerda, darão andamento à proposta, ou se sucumbirão à pauta identitĂĄria promovida pela esquerda.
*Reportagem produzida com auxĂlio de IA